(Português) Animais Lutam para Sobreviver em Zoo Abandonado em Porto Rico

ORIGINAL LANGUAGES, 24 Jul 2017

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais – TRANSCEND Media Service

A crise econômica que tem atingido Porto Rico na última década também afetou o único zoológico da ilha. O número de funcionários é insuficiente e o zoo tem tido dificuldades para manter os animais que explora com um orçamento limitado.

19 julho 2017 – As condições no Dr. Juan A. Rivero, um zoo de 45 hectares com mais de 300 espécies na cidade costeira ocidental de Mayaguez, se deterioraram tanto que o caso chamou a atenção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que mencionou dezenas de violações em seu relatório mais recente.

Foto: Danica Coto/AP

Elas incluíam um puma angustiado mantido em um pequeno recinto, a ausência de funcionários para tratar os camelos, cervos expostos ao calor tropical, alimentos e remédios vencidos.

Além disso, os inspetores reportaram o caso de um tigre que estava abaixo do peso e não era submetido a exames médicos e nem a testes de laboratório há dois anos.

“Isso faz você querer chorar, é inaceitável para mim como um ser humano”, disse Susan Soltero, uma ativista pelos direitos animais nomeada para um novo comitê de governo encarregado de investigar as condições do local.

O tigre mencionado no relatório do USDA sofria de insuficiência renal e outros problemas de saúde e teve a morte induzida no mês passado, na mesma época em que cinco filhotes de leão também faleceram.

Quatro deles foram esmagados pela mãe depois que um trabalhador não a separou corretamente dos filhotes, de acordo com Marilyn Arce, veterinária que atua em meio período no zoo, e o quinto foi asfixiado ao se alimentar.

Funcionários do zoo fizeram perguntas ao Departamento de Esportes e Recreação de Porto Rico, que supervisiona a instalação. O secretário do departamento, Andres Waldemar, e o ex-veterinário do zoo, se recusaram a dar declarações. O USDA também não respondeu a um pedido da reportagem do The Independent referente aos relatórios de inspeção anteriores.

Foto: Danica Coto/AP

Arce, que foi contratada em fevereiro, argumentou que os 13 cuidadores atuais “necessitam ser treinados para evitar uma repetição das mortes de leões” e que o zoo deveria contratar pelo menos mais quatro pessoas.

As mortes e condições degradantes do zoo fizeram com que mais de 21 mil pessoas de Porto Rico e de outros lugares assinassem uma petição exigindo o  seu fechamento.

Em uma visita recente, Cynthia Gonzalez, 35, observou como um rinoceronte batia seu chifre repetidamente contra uma grade metálica.

Angel Luis Rodríguez, que compareceu à instalação com a família, disse: “Os animais pareciam mais fortes antes. Eles eram gordos”.

Nas recentes audiências públicas, Jose Arce, um veterinário que está em uma comissão encarregado de investigar as condições do estabelecimento e não possui relação com Marilyn Arce, testemunhou que o parque precisa de mais funcionários e recintos.

Isso se complica em meio à recessão econômica prolongada que também forçou o governo – que possui uma dívida pública de US$ 73 bilhões – a declarar estado de emergência em determinadas agências.

Gerardo Hernandez, secretário auxiliar do Programa de Parques Nacionais da ilha, observou que o governo ordenou um estudo de quanto dinheiro é necessário para melhorar as condições do zoo. Segundo ele, é improvável a contratação de novos funcionários.

O zoo opera com a quantia de US$ 1,2 milhão que recebe anualmente do governo de Porto Rico. Victor Oppenheimer, ex-presidente da Associação Médica Veterinária do país, estima que seriam necessários entre US$ 8 milhões e US$ 10 milhões para o local funcionar corretamente.

Foto: Danic

“Muitas vezes, eles tomam decisões baseadas no dinheiro e não necessariamente no que é melhor para o animal”, frisou.

Oppenheimer ressaltou que o zoo não precisa apenas de mais cuidadores, mas também de um curador e veterinários em tempo integral e vários profissionais em meio período.

Jose Arce explicou que a falta de um hospital apropriado faz com que os veterinários realizem cirurgias nos recintos dos animais, o que levanta preocupações quanto à contaminação.

Marilyn Arce declarou que planeja iniciar um programa para ajudar os animais em Agosto com a ajuda de voluntários. A maior  parte dos animais explorados como entretenimento no zoo foi doada ou salva de narcotraficantes, como ursos e zebras.

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