(Português) Éguas prenhas são torturadas para extração de hormônio aplicado em outros animais

IN ORIGINAL LANGUAGES, 30 Jul 2018

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais – TRANSCEND Media Service

A exploração das éguas ocorre para a extração do hormônio eCG (hormônio gonadotrófico equino), que é  exportado da América do Sul e aplicado em animais como porcas e cabras, na Europa. As éguas são torturadas e mortas, segundo denúncia de ONGs.

Égua desnutrida encontrada por ativistas em uma das chamadas “fazendas de sangue”. (Foto: Animal Welfarm Foundation)

24 jul 2018 – Entidades de defesa animal divulgaram um vídeo por meio do qual denunciam a exploração de éguas prenhas, que são torturadas e mortas nas chamadas “fazendas de sangue” da América do Sul. Casos de abortos e de maus-tratos, segundo as ONGs, são praticados nestes locais.

O caso tem ganhado destaque na imprensa europeia. Isso porque a exploração das éguas ocorre para a extração do hormônio eCG (hormônio gonadotrófico equino), que é aplicado em animais, como porcas e cabras, na Europa. A aplicação é feita com o intuito de induzir e sincronizar o cio desses animais.

Para que o hormônio seja retirado das éguas, elas são sistematicamente torturadas e mortas, segundo a investigação realizada pelas instituições. Ativistas de associações como a Welfarm revelaram que milhares de éguas prenhas têm o sangue drenado para extração do hormônio no Uruguai e na Argentina para abastecer a cruel indústria de leitões, que os explora e mata para consumo humano, na Suíça e na União Europeia.

De acordo com as ONGs, as éguas são submetidas à drenagem de sangue independentemente do estado de saúde em que estejam e dos riscos de perda de potros. O procedimento, feito com as éguas amarradas em baias e com a utilização de agulhas especiais, leva cerca de dez minutos, tempo em que são retirados vários litros de sangue.

A prática cruel e exploratória representa milhões de dólares – tendo sido importado US$ 5,12 milhões em eCG pela França em 2017 e mais de US$ 3,96 milhões nestes sete meses de 2018 – e ocorre de forma descontrolada e até tolerada no Uruguai e na Argentina. Nesses países, as leis de proteção animal são quase inexistentes, o que permite que o hormônio seja comercializado a baixo custo.

A denúncia feita pelas ONGs tem como base imagens gravadas entre janeiro e abril de 2018 pelas entidades Zurique-Tierschutzbund (TSB) e Fundação Animal Welfare (AWF). Os registros foram feitos dentro de cinco “fazendas de sangue” da América do Sul. As informações são do portal G1.

O hormônio eCG é altamente valorizado por laboratórios farmacêuticos por permitir que os produtores possam controlar a ovulação e o nascimento de outros animais, mesmo que isso custe o bem-estar e a vida de éguas prenhas e seja mais um fator de exploração imposta aos animais que recebem a aplicação do hormônio. Um dos laboratórios, no entanto, já anunciou que está desistindo de utilizar o hormônio advindo dessas fazendas. Trata-se do laboratório alemão IDT Biologika, que optou por deixar de apoiar a prática de drenagem de sangue das éguas após ser pressionado pelas ONGs de proteção animal, que permanecem em campanha para que outros laboratórios tomem a mesma iniciativa.

Alternativa ética

Além da violência inerente às “fazendas de sangue”, a denúncia dos ativistas também revelou que as auditorias conduzidas por laboratórios não são confiáveis. Diante desse cenário, as ONGs acreditam que a única solução aceitável é a substituição do hormônio eCG por uma alternativa sintética, proposta ética que libertaria as éguas da exploração e da crueldade.

Na Suíça, após o caso das fazendas de sangue se tornar público, cerca de 80% dos criadores de porcos deixaram de utilizar o hormônio e o substituíram por uma combinação de duas moléculas sintéticas disponíveis na França. Lamentavelmente, a ação dos produtores é benéfica apenas às éguas, já que os porcos continuarão a ser explorados e mortos para consumo.

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