(Português) Inspirador: casal resgata centenas de animais de circos, laboratórios e matadouros em todo o mundo

IN ORIGINAL LANGUAGES, 18 September 2017

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais – TRANSCEND Media Service

Uma britânica ganhou um prêmio global por seu trabalho de libertação de animais selvagens de seus captores humanos.

Jan Creamer carrega caixa de transporte no documentário “Lion Ark”.
/Foto: Reprodução, Mirror

12 Set 2017 – Durante 30 anos, Jan Creamer liderou missões para resgatar animais de circos, laboratórios, fazendas industriais, matadouros e fazendas de peles e devolvê-los à natureza, aonde eles pertencem.

Seu trabalho como fundadora da organização Animal Defenders International fez com que a exploração de animais fosse proibida em de 40 países, resultou em condenações e restrições contra a transferência de animais entre diferentes países.

Jan, uma das 100 pessoas do mundo chamadas de “visionárias” pela Albert Einstein Foundation e seu marido Tim Phillips revelam algumas das suas operações mais arriscadas em todo o mundo.

Eles salvaram centenas de animais, incluindo leões, tigres, ursos, chimpanzés e até mesmo um condor. De acordo com o Mirror, alguns dos seus sucessos mais surpreendentes foi o resgate de mais de 60 leões de jaulas estreitas em circos na Bolívia e no Peru.

“É um sentimento tão bom quando vemos os animais saírem de suas jaulas e retornarem para onde eles pertencem. Ao ver os leões de volta à África, você pode dizer que eles pertencem ao local. Eles literalmente saíram e abraçaram as árvores”, disse ela.

O novo filme “Lion Ark” acompanha Jan, Tim e seus companheiros da ADI durante incursões na América do Sul. Tim acrescentou: “Apenas no Peru resgatamos mais de 100 animais. Levamos 30 leões para a África e realocamos ursos em um santuário nas florestas do Chile”.

Algumas vezes, o casal resgatou animais sem saber que estavam confinados. Jan disse: “No Peru, invadimos um circo onde nos disseram que havia um condor. Nós também encontramos um leão de montanha. Não pudemos deixá-los”, explicou Tim.

Foto: Reprodução, Mirror

Jan e Tim, que se conheceram durante uma demonstração contra a experimentação animal na década de 1990, descreveram os eventos que levaram à condenação de Mary Chipperfield em 1999.

Durante uma série de investigações secretas, eles capturaram imagens de elefantes, camelos e até mesmo de um bebê chimpanzé sendo espancado. Chipperfield foi condenada por 13 acusações de crueldade, o que despertou uma mudança do público em relação aos animais usados em circos.

“Nós demos às pessoas a prova e as deixamos ter suas próprias ideias. Não esperávamos ver esse tipo de crueldade no Reino Unido. A cobertura dos elefantes que foram espancados resultou em campanhas mundiais para acabar com animais selvagens em circos”, observou Tim.

Pesquisadores voluntários ajudaram Jan e Tim a expor a crueldade dos circos no Chile em 2004 e nos EUA em 2005, aonde a opinião pública logo se posicionou contra a exploração de animais para o entretenimento.

Jan disse: “Isso levou à proibição em toda a América do Sul. As pessoas ficaram chocadas porque levaram seus filhos para um circo e, quando viram o sofrimento que estes animais suportavam devido a alguns minutos de entretenimento, não queriam fazer parte disso. Ficamos surpresos, mas satisfeitos com as reações e proibições”.

Em 2002, o casal estava em uma conferência no Chile e foi até um circo próximo. “Não acreditávamos que estávamos a apenas meia hora de uma conferência sobre o comércio de animais ameaçados e descobrimos esse circo com um chimpanzé chamado Toto mantido em uma caixa de embalagem, obrigado a se vestir como um humano, fumar e beber chá”, contou Jan.

“Foi quando resolvemos levar Toto para a África. Conseguimos levá-lo para um santuário na Zâmbia. Ele passou 25 anos em uma caixa de embalagem, mas era claro que ele poderia dizer que estava em casa quando o levamos até lá”, completou.

Jan, Tim e os outros investigadores da ADI convivem com a constante ameaça da violência.

Leão resgatado de circo no Peru/ Foto: Reprodução, Mirror

Em um caso, eles resgataram tigres e leões famintos abandonados pelo Akef Egyptian Circus enquanto viajavam pela África. Jan lembrou: “Foi em uma época na qual o osso de tigre era valioso e ficou claro para nós que os traficantes de drogas iriam lucrar com esses animais. Nós nos encontramos com o revendedor local que nos ameaçou. Ele deixou claro que precisávamos sair de Moçambique às 8h do dia seguinte. Felizmente, nossos caminhões estavam nas proximidades”.

Infelizmente, às vezes os animais que eles resgatam não podem retornar completamente à vida selvagem. Jan explicou: “Os leões nunca poderiam sobreviver. Eles possuem danos cerebrais resultado de espancamentos na cabeça com barras de ferro. Seus dentes estão esmagados e eles tiveram seus dedos cortados para que as garras não cresçam. Eles não podiam caçar sozinhos. Mas conseguimos deixá-los viverem juntos como famílias em enormes recintos, que são muito melhores do que as jaulas desastrosas em que costumavam andar”.

Jan obteve seu prêmio de “visionária”, que marca o 100º aniversário da Teoria da Relatividade de Einstein.

“Estou honrada por ser escolhida e pelo impacto positivo do trabalho da Animal Defenders International ser reconhecido. Os efeitos dos seres humanos em outras espécies e em nosso planeta são devastadores. O próximo passo na evolução humana é transformar nosso relacionamento com as espécies que compartilham nosso planeta”, concluiu.

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