(Português) Demanda por dentes de hipopótamos atrai caçadores e deixa animais à beira da extinção

IN ORIGINAL LANGUAGES, 16 October 2017

ANDA Agência de Notícias de Direitos Animais – TRANSCEND Media Service

Quando se trata do comércio mundial de animais selvagens, os ativistas possuem uma longa lista de fatos com que devem se preocupar e os hipopótamos devem estar no topo dela.

11 out 2017 – Um estudo recente publicado no African Journal of Ecology por pesquisadores da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Hong Kong mostra discrepâncias significativas nos volumes do comércio de dentes de hipopótamos, o que pode ameaçar sua sobrevivência.

Foto: Reuters/Mike Hutchings

Os hipopótamos são classificados como vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A caça por suas carnes, peles e dentes – somada à redução de habitats e ao aumento do conflito com humanos – resultou em um declínio das populações em toda a África. Com as taxas atuais, as espécies podem desaparecer dentro de um século.

A demanda por dentes de hipopótamos cresceu muito após uma proibição de 1989 sobre o comércio internacional de marfim de elefantes, de acordo com a IUCN.

Enfeites e acessórios feitos a partir de hipopótamos agora são vendidos a preço mais baixo no mercado global do que os produzidos com presas de elefantes, provavelmente porque a importação dos dentes dos animais é legalizada em muitos países. Os dentes dos hipopótamos também são mais fáceis de ser traficados do que as presas de elefantes.

Os pesquisadores examinaram registros de 1975 da CITES, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens. Eles descobriram que quase todo o comércio global de dentes de hipopótamo passa por Hong Kong – um dos principais centros do tráfico de espécies ameaçadas – e 75% dessas importações provêm de apenas dois países: Uganda e Tanzânia.

Porém,  o volume de importações declarado por Hong Kong foi substancialmente distinto das exportações registradas  nesses dois países, concluiu o estudo, sugerindo que o comércio excedia as cotas internacionalmente estabelecidas.

De acordo com o Quartz, os autores descobriram 14 mil quilos de dentes de hipopótamos não contabilizados, o equivalente a 2700 hipopótamos ou 2% da população mundial dos animais.

“Esta grave discordância nos dados comerciais enfraquece as medidas regulatórias e desafia a persistência das populações de hipopótamos na África”, escreveram os autores Alexandra Andersson e Luke Gibson.

A Uganda proibiu o comércio de dentes dos animais em 2014. As discrepâncias nos volumes do comércio de dentes de hipopótamos e de outras espécies ameaçadas podem resultar em “níveis de exploração incontroláveis” dos animais e, em última instância, acelerar sua extinção, argumentam os autores da pesquisa.

“Como um centro do comércio legalizado de animais e partes raras, as autoridades de Hong Kong devem ter um conhecimento preciso e o controle das espécies ameaçadas, vendidas ou exportadas em seu território. O destino dos hipopótamos  de uma série de outras espécies pode depender disso”, declarou Andersson em um comunicado.

_______________________________________

A imprensa não apenas informa. Ela forma conceitos. Modifica ideias. Influencia decisões. Define valores. Participa das grandes mudanças sociais e políticas trazendo o mundo para o indivíduo pensar, agir e ser. É justamente este o objetivo da ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais: informar para transformar. A ANDA difunde na mídia os valores de uma nova cultura, mais ética, mais justa e preocupada com a defesa e a garantia dos direitos animais. É o primeiro portal jornalístico do mundo voltado exclusivamente a fatos e informações do universo animal. Com profissionalismo, seriedade e coragem, a ANDA abre um importante canal com jornalistas de todas as mídias e coloca em pauta assuntos que até hoje não tiveram o merecido espaço ou foram mal debatidos na imprensa.

Go to Original – anda.jor.br

 

Share or download this article:


DISCLAIMER: In accordance with title 17 U.S.C. section 107, this material is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving the included information for research and educational purposes. TMS has no affiliation whatsoever with the originator of this article nor is TMS endorsed or sponsored by the originator. “GO TO ORIGINAL” links are provided as a convenience to our readers and allow for verification of authenticity. However, as originating pages are often updated by their originating host sites, the versions posted may not match the versions our readers view when clicking the “GO TO ORIGINAL” links. This site contains copyrighted material the use of which has not always been specifically authorized by the copyright owner. We are making such material available in our efforts to advance understanding of environmental, political, human rights, economic, democracy, scientific, and social justice issues, etc. We believe this constitutes a ‘fair use’ of any such copyrighted material as provided for in section 107 of the US Copyright Law. In accordance with Title 17 U.S.C. Section 107, the material on this site is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving the included information for research and educational purposes. For more information go to: http://www.law.cornell.edu/uscode/17/107.shtml. If you wish to use copyrighted material from this site for purposes of your own that go beyond ‘fair use’, you must obtain permission from the copyright owner.


There are no comments so far.

Join the discussion!

We welcome debate and dissent, but personal — ad hominem — attacks (on authors, other users or any individual), abuse and defamatory language will not be tolerated. Nor will we tolerate attempts to deliberately disrupt discussions. We aim to maintain an inviting space to focus on intelligent interactions and debates.

 (please enter the four letters and numbers you see above, no spaces)