(Português) Considerações sobre Hitler e sua ascensão

IN ORIGINAL LANGUAGES, 5 Nov 2018

David Arioch | Jornalismo Cultural – TRANSCEND Media Service

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1 Nov 2018 – Em 1933, o Partido Nazista se tornou o maior partido do Reichstag, sendo liderado por Adolf Hitler que assumiu como chanceler da Alemanha em 30 de janeiro. Foi só quando Hitler, com o apoio do Parlamento, aprovou a Lei Habilitante que a Alemanha começou a sua transição para o nazismo. Sim, a população que o elegeu não sabia exatamente que Hitler submeteria a República de Weimar a um governo autoritário e autocrático.

Também não pensavam a respeito nem se preocupavam com a possibilidade porque a prioridade-mor era a recuperação econômica, independente de qual seria o custo. Sendo assim, se aparecesse um “salvador da pátria”, mesmo que com discurso populista, porém temerário, naturalmente ignorariam e considerariam os louros do possível progresso. E foi o que aconteceu.

Hitler, como líder do maior partido do Parlamento, conquistou bastante influência até 1932, mas não o suficiente para ganhar a simpatia do presidente Paul von Hildenburg, que comandou o Exército Imperial Alemão, e considerava Hitler um “militar medíocre e boêmio”. Hildenburg evitou o máximo que pôde a transmissão da chancelaria para Hitler, mas por pressões externas e políticas acabou cedendo e vindo a falecer pouco tempo depois, em 1934, no mesmo ano em que Hitler instaurou efetivamente o Terceiro Reich.

A principal arma de Hitler para ganhar a confiança da população foi a propaganda nazista que se apresentava como uma terceira via e fez uma grande parcela dos alemães considerarem os judeus como inimigos, mas não a princípio com a tentativa de relegá-los como inferiores (ou com qualquer relação com a questão ariana ou a eugenia), como faria mais tarde, mas sim como representantes de algo que, segundo Hitler, estava destruindo o país – os comunistas e os capitalistas. Isso mesmo, embora uma antítese, Hitler enxergava esse dois espectros econômicos diametrais como inimigos dos alemães, e vendia essa ideia. Essa crença também permitiu que sua popularidade aumentasse muito, já que Hitler era rejeitado pelos muitos simpatizantes de Hildenburg, que o viam como um ameaça ao Estado Alemão.

Mas com a criação de um inimigo visível, e próximo de todos os alemães, a população germânica, imersa no sonho da recuperação econômica, comprou massivamente a propaganda hitlerista como símbolo da idealização de um Estado rico que pudesse não apenas salvar os alemães, mas se sobressair a todos os outros, e a partir daí então se perpetuaria, de fato, a crença na eugenia, e em uma supra-soberania. Em síntese, o nazismo conquistou a simpatia da população não pelo autoritarismo embutido ideologicamente, mas pelos supostos benefícios econômicos que na mente de uma massa incauta faria qualquer mal valer a pena.

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David Arioch é jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário.

 

 

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