(Português) Alemanha fecha sua última fazenda de abate de animais para extração de peles

IN ORIGINAL LANGUAGES, 15 Apr 2019

David Arioch | Vegazeta – TRANSCEND Media Service

A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Oposição à indústria de peles está crescendo no mundo todo.
 (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

 6 abr 2019 – De acordo com informações da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), a Alemanha fechou a sua última fazenda de abate de animais para extração de peles. A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022. No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles está definitivamente banida do país.

A decisão já era bastante esperada, considerando que a Lei de Bem-Estar Animal criada em 2009 deu um prazo de dez anos de transição para quem atua ou atuava nesse ramo. Agora, quem for flagrado insistindo nesse mercado vai responder criminalmente.

“A imposição da proibição é o resultado bem-sucedido de uma década de luta decisiva e persistente de cidadãos, especialistas e ativistas dos direitos animais”, informou a organização Fur Free Alliance, lembrando que a indústria de peles fez lobby para reverter a proibição, mas ainda assim foi derrotada.

Esta semana a fotojornalista Jo-Anne McArthur lançou o documentário “The Farm in My Backyard”.  Com duração de pouco mais de 15 minutos, o filme mostra os impactos éticos e ambientais da criação de animais silvestres com a finalidade de extrair suas peles e comercializá-las.

Segundo o documentário, é importante que o público saiba que além do mal causado aos animais, a cadeia que envolve a produção de artigos baseados em peles também prejudica os ecossistemas ao interferir no ciclo de vida dos animais silvestres.

“The Farm in My Backyard” tem como mote a realidade da Nova Escócia, no Canadá, onde quem atua no mercado de peles se recusa a migrar para outra atividade. E para piorar, a prática tem o apoio do governo da província.

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David Arioch é jornalista profissional, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário.

 

 

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