(Português) Pele legítima de animal é vendida como falsa em lojas do Reino Unido

IN ORIGINAL LANGUAGES, 17 April 2017

O Globo – TRANSCEND Media Service

Moda Fake Legítima – Testes encontraram pelos de gatos, coelhos, vison e cão-guaxinim em chapéus, chaveiros, casacos e sapatos.

Sapatos da marca Missguided continham pelos de gato. Divulgação / HSI

12 abril 2017 – Você certamente já duvidou de produtos que possam ser falsificados, como couro. Mas dá para acreditar que pele de animal legítima está sendo vendida como falsa? Uma investigação descobriu que isso é possível. Testes realizados pela ONG Humane Society International (HSI), a pedido do portal “Sky News”, encontraram pelos de gatos, coelhos, vison e cão-guaxinim em produtos de lojistas da Grã-Bretanha que supostamente seriam de materiais sintéticos. Desde 2009, o comércio de peles é proibido em toda a União Europeia.

A “falsa pele falsa” foi encontrada em chapéus, chaveiros, casacos e sapatos. E pior, em marcas que se diziam defensoras de produtos livres de peles. Nas sandálias da grife Missguided, à venda no site e na loja do shopping Westfield Stratford, por exemplo, há pelos de gatos nos pompons que decoram o calçado.

Em países como a China, onde os sapatos da Missguided foram feitos, estima-se que dois milhões de gatos por ano são tirados das ruas e mortos por sua carne e peles.

Nas luvas da House of Fraser foram encontradas pelos de coelho. Também há vestígios de animais em artigos vendidos pela Lily Lulu e Amazon.

Luvas do site Moda in Pelle e vendidas na loja House of Fraser tinham pelo de coelho. Divulgação / HSI

O especialista em fibras Phil Greaves, que testou os produtos, disse à “Sky News” que a rotulagem equivocada “está se tornando cada vez mais comum, especialmente nos últimos cinco anos”.

Já a diretora executiva da HSI do Reino Unido, Claire Bass, afirmou: “A falsa pele falsa é um problema crescente. Quando os itens têm etiquetas de preço barato e rótulos dizendo ‘100% acrílico’, os consumidores podem confundi-los com a pele falsa, quando, na verdade, eles contêm peles de um animal sacrificado”.

Gorro da Lily Lulu tinha pelo de animal, mas era vendido como material sintético.

Divulgação / HSI

Como resultado do teste, a House of Fraser já parou de vender o par de luvas que continha pele de coelho. Um porta-voz insistiu que a loja de departamentos tem uma “política estrita” e que eles garantem que todos os seus “fornecedores e parceiros estão cientes disso”: “Nós nunca, conscientemente, iríamos enganar nossos clientes, que acreditamos ter o direito de saber o que compram”.

Já a Missguided salientou que tinha uma política estrita e retirou os sapatos de venda depois de ser informado das descobertas. “Vamos fazer uma investigação interna com os fornecedores relevantes e garantimos que essas questões serão tratadas com urgência”.

De lingerie e com máscaras de crocodilos, ativistas do PETA protestam contro uso de pele na moda, em Milão

A semana de moda de Milão começa oficialmente nesta quarta-feira (22/02), com grifes como Versace, Fendi, Gucci, Prada e Dolce & Gabbana no line-up, mas ativistas do PETA já estão em ação na cidade, protestando contra o uso de pele de crocodilo na moda. Para chamar a atenção, as manifestantes usaram lingerie (em pleno inverno europeu) e máscara crocodilo. Foto: Antonio Calanni / AP

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